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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estranha obsessão

Imagem: tirada daqui


Eu, abrindo pitangas para retirar os bichos. Eram muitas, de modo que para distrair o tédio comecei a inventar estórias. Tinha o bicho neném, o bicho gordinho, o bicho-maior-do-mundo, o bicho preguiçoso, o bicho fujão... mil bichos se esgueirando por sobre o prato com restinhos de frango, amoras e pitangas (sem falar dos rapidinhos, que vinham subindo pelo meu braço). Aí perguntei pro Edu:
- e a subjetivação do bicho de pitanga?
Rodrigo, obviamente, atravessou para perguntar:
- quê?!
Tentei explicar:
- o que será que os bichos de pitanga sentem? o que eles pensam?
Ao que ele respondeu, sem esconder seu enfado com uma dúvida tão simples:
- pitanga, pitanga, pitanga, pitanga.
Bom, se a gente diz que bicho de goiaba é goiaba, faz todo sentido que o bicho da pitanga seja pitanga ;-)

sábado, 20 de outubro de 2012

cachorro simpático, cachorro...

Agora que temos o Biscoito, um vira-lata queridíssimo, as conversas em casa ganharam novos temas - os pêlos, a sem-vergonhice da barriga pra cima, a doçura das patinhas brancas em luva no corpinho grisalho (embora ele seja apenas uma criança de quase onze meses!)...
De modo que hoje, no jantar, Rodrigo falando sobre o Biscoito:
- "e se ele der a patinha, aí a gente dá um biscoito pra ele!" Parou e pensou mais um pouco, até que disse "mas e se o cachorro tiver antipatinha"?
Então, agora todos estamos sabendo: há cachorros que despertam simpatia e outros que despertam... antipatinha :-)

domingo, 8 de março de 2009

Confiança


Ontem, no meio da manhã, recebemos um telefonema e um convite de surpresa: era a mãe do F., amigo da escola, convidando o Rô para ir passar umas horas por lá. Ontem era meu dia de descanso (e, portanto, de ficar com ele), mas como sei que o Rô fica muito contente brincando com os amigos, tive que escolher o que ia deixá-lo mais feliz...

Quando contei pra ele do convite, os olhos dele brilharam e ele já foi logo arrumando as coisas, preparando sua mala de brinquedos, colocando os seus crocs de cores diferentes (fiz isso uma vez e agora não tem jeito: o menino só quer usar um croc de cada cor)... Fomos andando, sem pressa até a casa do amigo. E eu explicando para ele que eu iria deixá-lo lá, que voltava para buscá-lo às 15h, que qualquer coisa ele podia me ligar, que ele deveria escutar e obedecer a M. (mãe do F.)...

Chegamos lá e o F. na maior alegria, pois além do Rô, o P.C. também iria! Entrei com o Rô, ele meio tímido, reconhecendo o terreno, olhando com curiosidade mas sem soltar minha mão. Fomos para o quarto do F. e o Rô sentado do meu lado. Depois de um tempinho, disse a ele: "filho, acho que eu já vou indo", ao que ele respondeu "ainda não, mamãe. Fica mais um pouquinho".

O F. que, ótimo!, tentava me dar um pouco de chá de simancol: "olha, você vem buscar o Rô depois de horas", como a dizer, "pra voltar, minha flor, você primeiro tem que ir!" (três anos, minha gente, vamos lembrar que os seres só têm três anos...).

Bom, fato foi que, de repente, o Rodrigo veio, me deu um abraço bem apertado e me disse: "pronto, mãe, agora você já pode ir". Me levou até o portão, me deu um beijo e foi brincar!

Coisa boa aprender a deixar partir, confiando no amor e na volta. Não canso de me espantar: como cresce esse meu filho!

Imagem: www.gettyimages.com.br